Favela

Não é de hoje que as escolas tentam mostrar aos alunos o problema da desigualdade social. Para isso, algumas promovem viagens para determinadas regiões do Brasil com o intuito de fazer o estudante ver de perto a questão. Em São Paulo, uma das escolas de pedagogia Waldorf, apresenta o problema da desigualdade social de uma forma ainda mais diferente. Uma vez por ano, alguns alunos, todos de classe média alta, passam uma semana dormindo na favela Monte Azul. Lá, eles podem ver de perto a desigualdade social, vivenciar a situação do desemprego e desfrutar da diversidade. Depois do período que passam na Monte Azul, os estudantes continuam ajudando a desenvolver projetos para amenizar a desigualdade. Com isso, os alunos deixam de ver a desigualdade social e o desemprego só como um número e passam a ter melhores visão e discurso sobre o assunto.





É o termo utilizado para retratar regiões urbanas que possuem um nível baixíssimo de qualidade de vida e cujos habitantes são pessoas de baixa-renda, possuindo assim um poder aquisitivo limitado – conjunto de moradias populares edificadas pelos próprios moradores com material grosseiro. As favelas cariocas são as mais conhecidas e surgiram por volta de 1900, na época da Guerra de Canudos. A cidade de Canudos foi construída perto de alguns morros, dentre eles o Morro da Favela, que recebeu esse nome devido à sua vegetação predominante, a favela, uma planta típica da caatinga, muito resistente a seca. Quando os soldados retornaram ao Rio de Janeiro, pararam de receber seu soldo (remuneração dos militares), com isso se instalaram provisoriamente em alguns morros da cidade, junto de outros desabrigados. A partir daí, os morros recém-habitados ficaram conhecidos como favelas, referente à “favela original”. O poder público só manifestou preocupação com a nova forma de moradia instalada informalmente na cidade carioca, em 1927, através de um plano urbanístico, o Plano Agache, que simplesmente previa o “embelezamento” do local e não a integração social e a qualidade de vida dos moradores. A propagação de favelas pelo Rio de Janeiro se deu desde a criação da primeira, e ao longo do tempo foi se espalhando pelo Brasil.